segunda-feira, 22 de novembro de 2010

VISITA FAMILIAR: FREI TIAGO E FAMILIARES DO VOCACIONADO RENIELSON


Visita de Frei Tiago Felipe aos familiares do pré-postulante, Renilson, na Vila Franciscana - AL. É um lugar muito belo e acolhedor.




Igreja de São Francisco. Atualmente quem administra é Frei Fernando Rossi.

Frei Tiago Felipe, vocacionado Leandro e fiéis em frente á Igreja.


Busto de Frei Otávio


Igreja e Orfanato São Francisco de Assis. Atualmente não funciona como orfanato, mas já foi abrigo de muitas crianças necessitadas da região.


Familiares de Renielson: Tia e avó

Foto tirada da varanda da casa de Sr. Messias.

Convento  e Igreja construidos por Frei Otávio. Nunca foram utilizados. Segundo alguns moradores, o frei teria construido pensando numa possivel enchente, uma vez que, o orfanato São Francisco de Assis foi construido ao lado de um rio.

Uma obra construida pelas mãos da comunidade.


Lindo! Que Deus abençoe este lugar.


Mãe e Pai de Renielson. Muto acolhedores!

Demais familiares: Irmãs e sobrinho. LInda família. Obrigado pela acolhida.


O povo da Vila São Francisco de Assis ama os frades. Muito obrigado a todos. Que Deus lhes dê a Paz e o Bem! 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

3 - BATISMO, FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES



 
Batismo; Eucaristia; Crisma; Confissão;
Matriminio; Ordem; Unção dos enfermos
 01. Continuando nossas reflexões dentro do nosso ano de animação vocacional, meditaremos hoje sobre o Batismo. Logicamente, está ele incluído na relação dos 7 sacramentos da Nova Lei, todos instituídos por Jesus. Os sacramentos são sinais visíveis e eficazes da graça de Deus, confiados à Igreja. Canais da mesma graça divina, produzem os frutos naqueles que os recebem devidamente preparados. Graça é o favor, o socorro gratuito que nos é dado por Deus para responder ao seu convite: tornar-nos filhos seus adotivos, participantes da natureza divina (cf. Jo 1,12-18; 2,3; Rm 8,14-17; 2Pd 1,3-4).
02. O Batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que se abre para a recepção dos demais sacramentos. Ele nos regenera pela água na Palavra. Batizar significa “mergulhar”, “imergir”. O “mergulho” na água simboliza o sepultamento do catecúmeno na morte de Cristo, da qual com Ele “ressuscita, qual nova criatura”. É um banho de regeneração que acontece a partir da água e do Espírito Santo: Ninguém, a não ser que nasça da água e do Espírito, pode entrar no Reino de Deus (Jo 3,5). Em outras palavras, é um ato litúrgico de iniciação no Cristianismo, através do qual somos incorporados e configurados a Jesus Cristo. Trata-se de um banho iluminador:
*      Todo aquele que está em Cristo é uma nova criatura. Passou o que era velho; eis que tudo se fez novo (2Cor 5,17);
*      Porque a circuncisão e a incircuncisão de nada valem, mas sim a nova criatura (Gl 6,15);
*      Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; comportai-vos como verdadeiras luzes (Ef 5,8);
*      Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas (1Ts 5,5);
*      E, não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e da renovação, pelo Espírito Santo que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador (Tt 3,5-6);
*      Lembrai-vos dos dias de outrora, logo que fostes iluminados... (Hb 10a,32).
03. Na Vigília Pascal a Igreja reza: “Ó Deus, pelos sinais visíveis dos sacramentos realizais maravilhas invisíveis. Ao longo da história da salvação, vós vos servistes da água para fazer-nos conhecer a graça do Batismo”. Desde a criação do mundo, a água, esta criatura humilde e admirável, é a fonte da vida e da fecundidade. Nosso pai São Francisco a exalta: “Louvado sejas, meu Senhor, pela irmã Água, que é mui útil e humilde, e preciosa e casta”. No Antigo Testamento são figuras do Batismo: a Arca de Noé (cf. Gn 7-8); a travessia do Mar Vermelho (cf. Ex 14); a travessia do Jordão (cf. Js 3).
04. O Batismo é o mais belo dom de Deus, um verdadeiro tesouro. É, por conseguinte, chamado de: dom, graça, iluminação, veste de incorruptibilidade, banho de regeneração, selo e tudo o que existir possa de   precioso, de valioso. Tem ele as suas exigências, as suas implicações. Faz-nos uma só e mesma Igreja, torna-nos sacrários da Trindade, supõe coerência entre fé e prática e disponibilidade para sermos testemunhas do Ressuscitado, anunciando o Reino (cf. Ef 2,19-21; 4,3-6; 1Cor 3,16-17; 4,3-6; At 12,5;  At 1,8; Mt 28,19; Jo 20,21).
05. Francisco, servo e amigo do Altíssimo, a quem a divina Providência impôs esse nome, para que a partir de especial e não habitual nome a fama do magistério dele se difundisse mais rapidamente por todo o mundo, foi chamado de João pela própria mãe, quando de filho da ira, renascendo pela água e pelo Espírito Santo, se tornou filho da graça (1Cel 3,1). Intensamente ele viveu a sua vocação batismal, sobretudo a partir do momento em que a Palavra o tocou em profundidade (cf. 1Cel 22). Isso é generosidade!
Frei José Soares da Silva, Ofmcap. (Org.)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

2 - FRANCISCO DE ASSIS, UMA VOCAÇÃO PARA A MISSÃO

01. Há mais de 800 anos, nasceu em Assis, Itália, por volta do ano de 1182, Francisco de Assis. Filho de uma rica família de comerciantes, quando jovem, tornou-se famoso e querido entre os seus colegas, por conta do seu espírito alegre, festeiro e esbanjador. Patrocinava com freqüência as diversões dos companheiros, sob os olhares complacentes do pai Pedro Bernardone, que também o incentivava na conquista de honrarias e glória. Deus, porém, que o conhecia e o chamara desde o seio materno (cf. Jr 1,5), lhe reservava outras conquistas e outras glórias.
Feito prisioneiro por ocasião de uma guerra entre Assis e Perúgia, doente, foi resgatado após um ano de cativeiro e, aos poucos, tocado pela graça de Deus mediante os acontecimentos do dia-a-dia, foi percebendo que era outro o centro dos seus sonhos. A glória que buscava com tanto afã já não lhe enchia o coração. Não lhe interessava mais servir aos senhores da terra. Um outro Senhor, infinitamente maior e mais valioso, lhe disputava o coração. A Ele valia a pena consagrar a sua vida. Passaram-se alguns anos de lutas interiores e exteriores, até o momento da decisão final.
02. Diante do Crucificado de São Damião, enquanto rezava pedindo ardentemente a Deus que lhe afastasse as trevas do coração, ouviu do Cristo crucificado este apelo: Francisco, vai e restaura minha casa que, como vês, está toda destruída (2Cel 10,4b). A partir de então, enorme paixão pelo Crucificado o dominará, atingindo seu ponto máximo no monte Alverne (setembro de 1224), com as santas chagas.
Certa feita, ouvindo o Evangelho da festa de São Matias que descrevia o Cristo enviando os discípulos dois a dois, em missão, (cf. Mt, 10,9-14), entusiasmado, exclama: É isto que eu quero, é isto que eu procuro, é isto que eu desejo fazer do íntimo do coração (1Cel 22,3). São suas essas palavras após sentir o sopro divino que o impelia e o chamava a pregar. Iluminado por essa chama, começa Francisco sua vida itinerante. Completando a narrativa, afirma seu biógrafo Tomás de Celano: Pois não fora um ouvinte surdo do Evangelho, mas, confiando o que ouvira à [sua] louvável memória, cuidava de cumprir tudo à letra diligentemente (1Cel 22,10).
 03. Há uma dinâmica no anúncio missionário de Francisco. Ele deixa o centro, ou seja, os socialmente afortunados, e dirige-se à periferia, para comungar das dores e das esperanças dos leprosos, dos excluídos e dos marginalizados. Há quem diga hoje: “Um instituto que não se abre às novas pobrezas não tem direito a lamentar-se das crises de vocações”.
Também a intensa vida espiritual, sobretudo eucarística, é um eixo fundamental para se manter aceso o fogo do carisma. Francisco tinha consciência que o primeiro passo é acolher a Palavra de Deus, interiorizá-la através da meditação e torná-la vida na vida. É deixar-se evangelizar para evangelizar. É estar possuído pelo espírito de oração, convertido para a fraternidade dos irmãos, a fim de se tornar o mensageiro da Boa Nova. É estar em estreita comunhão com a Igreja.
04. A Igreja é, por natureza, missionária e toda vocação implica missão. O Novo Testamento situa o Batismo também em contexto de missão. Vivendo e testemunhando a nossa fé, alcançaremos sem dúvida a vida plena. A verdadeira consciência batismal nos tira do isolamento, do fechamento sobre nós mesmos, da auto-suficiência e nos inclui no mistério da Trindade, que é comunhão, doação, partilha. Quem chega a essa consciência estará sempre se perguntando: “Senhor, que queres que eu faça?” Como me queres, hoje, na tua Igreja? Que missão queres me confiar diante de tantos desafios?
05. Com o intuito de despertar a consciência missionária dos seus frades, Francisco dava-lhes conselhos práticos e prudentes: Os irmãos que vão (para o meio dos sarracenos), no entanto, podem de dois modos conviver espiritualmente entre eles. Um modo é que não litiguem nem porfiem, mas sejam submissos ‘a toda criatura humana por causa de Deus’ (cf. 1Pd 2,13) e confessem que são cristãos. Outro modo é que, quando virem que agrada a Deus, anunciem a palavra de Deus... (RnB 16,5-7).
Frei José Soares da Silva, Ofmcap. (Org.)